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Romana , sao porém permitidos todos os cul. tos, e a lei he igual para todos : nos Paizes Baixos o Calvinismo he a religião dominante, e a maior parte da povoacai he Catholica , &c. A Tolerancia Ecclesinstica, Religiosa , on Theologica consiste na profissao, que faz uma seita de crêr, que os membros de outra seita po. dem salvar se sem renunciar sua crenga, que podem seguramente fraternisar-se com elles, o admitti.los ás mesmas praticas de religiao. Os Calvinistas tem offerecido mais de uma vez a tolerancia theologica aos Lutheranos, mas estes nao a tem aceitado: uns, e outros a tem sempre recusado aos. Socinianos, com quem ja. mais quizeram entrar em cominunhao. Alguns Protestantes moderarlos concordam em que os Catholicos se podein salvar em sua Religiao, outros sustentam ( contrario. Os Catholicos cremos, que fóra do gremio da Igreja nao póde haver salvacao; mas não pertendemos por isso sustentar, que nao haja um bom numero de ho. mens nascidos na heresia , que em rasão de suas poueas luzes esiáo n'uma ignorancia invencivel, e sio desculpaveis diante de Deos, e poder salvar-se; e como diz Mr. Nicole (iraité de l'21nité de l'Eglzie l. 2. c. 3.) „, Todos aquelles , que no tem partecipado por sua vontade, e com conhecimento de causa no scisma , e heresia, são parte da verdadeira Igreja ,, e S. Agos

tinho (l. 4, de Bapt. contra Donat: c 1. nalik

diz: ,, A Igreja de Jesus Christo pelo poder • deseo Esposo pode ter, filhos de suas servas.

se elles nào; sÃo soberbos, e arrogantes, terao, parte, na herança, mas se se tornan

rgulhørt Sus , ficaraó de fóra, »... :

ita . 4. Tapiber se costuma chamar Tolerancia geralmente a caridade fraternal, e, humanidade que deve reinar, entre todos os homens, espea cialmente entre os Christãos de qualquer nagão. ninguem póde duvidar que esta tolerancja bę o mesmo espirito do Christianismoa nao ha, reli giao no mundo, que mande tão rigorosamente a paz, a paciencia mutua , a caridade fraterna, Jesus Christo com as palavras, e com o exem: plo, a pregou aos Judeos a respeito das Sama-, ritanos, e a respeito dos Gentios: as-A postolos repetiram ,as mesmas ligoens; e os primeiros Christãos as seguiram fielmente. Mas daqui nao se segue que os Chefes das Sociedades , Eccles. siasticos, ou Seculares devain tolerar, que quals: quer a seu gosto perturbe a paz", e tranquillie dade dos povos, ou corrompa sua moral com pretexto. de religiaö. · Os Principes , e seos, lue gar-tenentes sao obrigados por direito natural a manter a ordem, a tranquillidade, e subordinagio entre os subdilos, e repriinir conseguinte: mente, e castigar aquelles, que debaixo de quals quer pretexto os corrompem c descaminham. O

mesmo Jesus Christo, que diz aos seos Apostolos - se não quizerem ouvir vossa doutrina em qualquer cidade, sacudí o pó dos vossos sapatos, e ide para outra he o que os encarrega da vigilancia do rebanho, e lhes manda , que o abriguem dos lobos, e falsos prophetas, que mantenham a união na fé, que estremem o joio do bom trigo, &c. Assim o praticaram os Apostolus: 'não só desmascaravam os falsos Doutores, mas os excluiam da sociedade dos Fieis, e embaraçavam toda a communicação religiosa coin elles. • Não póde conceber se uma sociedade civil sem leis: ja fica demonstrado (21.5) pela rasão, e pela pratica de todos os Legisladores, que a religião he necessaria para fundar, e conservar a sociedade civil, logo a religião deve ser a primeira lei da sociedade : sobre esta base devem fixar-se todas as outras lois. Como póde por tanto um Governo sabio, e justo tolerar os que dogmatisam contra a religiio estabelecida , ' sobre qué baseam as leis, e a sociedade ? foi fundada a Religião Christiano universo ha 18 seculos, todas as Potencias Christìas tem firmado sua legislação d'accordo com Os principios moraes e dogmaticos desta' Religião. Como podemos Governos Christãos ser indifferentes para os que com palavras, e escriptos a atacamn ,' 'e desacreditam ?

:: Ainda que o Christianismo nao, fosse a un ea verdadeira Religião, como está demonstra. do que he, ninguem com tudo póde duvidar, que nenhuma das religioens do universo, apre senta uma moral tão pura , tao sublime, e tao propria a felioitar os povos: he esta uma ver dade confessada por seos mesmos inimigos. Dan Legislador sabio escolheria para fundar a sociedade, o Christianismo, por ser a melhor Reti, gião possivel, ainda abstrahindo de sua divindade: mas qualquer que seja a religiao, sobre que assentam as leis, ella deve ser pelo menos tao inviolavel, como as mesmas leis. 0. Governo nao póde embaraçar-se com o que cada um pensa, mas deve vigiar, regular, e punir os actos, externos, palavras, e obras. Uma cousa he: a liberdade de pensar, outra a de fallare escrever: nao devem confundir;se estas duas cousas. Se tudo o homem por direito natural tem a liberdade de pensar em materia de religiao, como lhe parecer, nao he assim a respeito de fallar, e escrever: qualquer cidadao tem a lị. berdade de pensar bem , ou mal das leis do see paiz; que elle interiormente as approve, ou censure a ninguem póde prejudicar; mas .se elle declama , escreve, ou obra contra as leis. he de certo digno de castigo; o mesmo deve entenderse a respeito da religiao, que he uma lei, e a mais necessaria , e base de todas as leis.. Por desgraça nossa" estas cousas se confundem ha muito tempo em todas as nacoens, om que se estabeleceo a liberdade da imprensa ! he mui difficultoso nao passar do pensamento ás pala. vras, e destas a escriptos, e accoens. Um coragað corrompido não pode deixar de bafejar seo venenoso halito n'uma, ou n'outra occasiao: : Estabelecida a verdade da Religião Christāa, he sem duvida, um dever dos parriculares, e dos Chefes tanto seculares, como Ecclesiasticos, o defende la , protege-la, e cohibir os espiritos inquietos, e iniquos, que a atacar e blasphemam. Chamar.se há intolerante um Governo, porque castiga os que abusam da liberdade da imprensa atacando a honra do Cidadao, éu do Governo injustamente? e nao doverá ser igualmente castigado o que deshonra, e insulta ia Religiaó, assim como aquelle, que corrompe a moral publica, que nella se estriba ? O Governo, que nao tomasse todas as precauCoens possiveis para fazer inviolavel esta Religian, e não ordenasse penas contra os que ousassem ataca-la, : seria insensato, ou maligno. Longe de mim porém o apoiar de qualquer nianeira os rigores escandalosos da extincta Inquisição? nem a Religiao, nem a Politica necessitam de seinelhante esteio : e longe de nós tambem a tolerancia, que exige a incredulidade! na linguagein, des incredulos Tolerancia he 10

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