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ranno, e um novo, governado com justiça he um povo, livre,..

. ; Os priyilegios, feres, e isenções, que as leis fundamentaes, podem conceder á massa da naçao, istp he, o gráo de sua legitiina liber-, darle deve ser relativo ao caracter de cada nagao, á medida de sua intelligencia, e sabedo-1 ria, e da virtude a que tem subido, ou da corrupçao en que tem cahido. Um povo leviano ya frivulo, inconstante, prevertido pelo, luxo e por un gusto desordenado polo prazer , que nao tem moral, nem patriotismo; póderá ser capaz de · uma grande, liberdade ? cniri sir .

A Escriptura sagrada, tanto do Velho, co-3 mo do Novo Testamento nos, faz ver que todos, os homens san iriná os, descendentes dos mesmo: páe, e destinados odos á gosar dos beneficios do Creador. (Gen. c. 1. v. 28. c. 19. v. 7. Meth., C. 93. x. 8. doc.) Como os homens differem en. tre sí, no, engenho , e talento, na industria e cea ligencia,, nas qualidades moraes e sociaes, e pliisicas, claro, está que nao, sao iguaes no tiem rifo, se no premio, que lhe he devido, mas 00 mo irojaos segue-se que devern ser igues pe ranie a lui. Igualniente nos ensina que todo o. poder huinano vem, de Deos (Rom. e. 13. v. 1.), logo, os Soberanos, ou quaesquer outros Gues. vornadores dos povos nað sao proprietarios do peder, nas sin depositarios.: os povos nao for

ram feitos para elles, mas elles só receberam a authoridade para bem dos povos. Deos nað dispensou os Reis da lei geral, que ordena a todo o homem que faça aos outros o que quer que lhe facam (Math. c. 7. v. 12.); manda-lhes pelo contrario ter sempre diante dos olhos a sua lei, esta lei eterna justa e santa, que nao ad: mitte aceitaçao de pessoas, e que igualmente attende ao direito de todos (Denter. c. 18. v. 16. doc.): tambem lhes adverte que, quando jul. gam, nao exercitam seo proprio juiso, mas o de Deos, e que elle será o juiz delles mesmos, e quo abusando do seo poder os castigará mais severamente que os particulares ( Sabed. c. 6. 0. 2. 3. 9. foc.). Se a estas grandes ligões ajun; tarmos todas as virtudes, que Deos manda aos Soberanos, ou Regedores das nações, a justiga, a sabedoria , a dogura, a moderagan, a clemencia, a constancia, e a firmeza, a piedade, a continencia, e applicagað aos negocios, a pru. dencia na escolha dos Ministros, o cuidado de consolar os pobres, e de proteger os fracos, de renunciar a todas as conquistas injustas, evitar a guerra , que pretexto poilerá achar uur Rci na Religião Catholica para opprimir os povos, e roubar-lhes.o. gráo de liberdade, que Deos lhes ha deixado, e que he necessario a sua felicidade, para estabelecer o despotismo sobre a ruina das leis ? que systema de Religião poderá

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imaginar Alfieri, que seja mais favoravo a berdade dos povos ? em que sentido póde elle asseverar que a Religião Catholica he incompativel com a liberdade ? - Comparem-se os Governos , ou Monarchias Christias e Cathroticas com as Monarchias pagkas, ou Mahometanas, e um juiz imparcial decida em qual dellas ose respira liberdade: - he evidente que o despetismto mais duro pesa sobre estas, em quanto aquellas gozam de um governo mais., du melos livre.

CAPITULO 12.0

che Religião Christāa provada pela cadêa de er. · "706, em que se precipita, necessariamente, . igne se desvia de seos principios, ou dasaverlades, que ella nos ensina. .

. 59. Todos os artigos da fé Christãa sio b1seados na authoridade de Deos, sue ostrovelou, se da Igreja, que os propoem, como revelados. · A Igreja , como dissemos, nao tem nova reve. ibacao, mas he a guarda fiel do deposito da fé... que lhe foi commettido por nosso divino Salvador, e pelos Apostolos. Todo aquelle , que re ouba crêr um artigo qualquer da fé Christka, fegeita por isso mesmo a authoridade, que. lasta • mesmo artigo , erfia mais de sua rasao

om materias, que são superiores ao alcance de mesma, do que da authoridade divina; o da Igreja , que lhe propoem . como verdadeiro, aquela le artiga : tendo todos os artigos da fé, a mest ma base, a saber, & authoridade de Deos;: da Igreja despresada esta acerca de ums, fica prostergada a respeito de todos, e a rasao ho constituida arbitra uniça do que se dere crêr, e admittir em Religiaos, desta sorte um heroga de boa Logica he einfallivelmente Suoiniano, ist to he , deve regeitar absolutamente todos os moyse terios do Christianismo. Sendo, por exemplo um artigo da fé Christăa, seguíldo a doutrina de Jesus Christo, e dos Apostolos, e de toda a Santa Igreja, que a mesma Igreja tem poder: de absolver o-peccador da pena eterna, que me. redeo, e que depois da remissaó, desta pena , o peceador ainda he obrigado a satisfazer á jus, tiga divina por uma peza temporal, que consiste no castago voluntario, que o peocador exerce contra si mesino, afim de reparan: á inju ria feita a Deos, em damno causado ab piro xino, por meio de obras satisfactorias , a: ora, gabym jejum, a esmola, a mortificagao dos sen: tirlos, todas as praticas de piedade, e Religiaa feitas com o soccorro da graga, e por um mar tivo de contricgao; Luthero , negando a neces. sidade desta satisfagað, e tirando á Igreja o por der de perdoas, os peccados por meio da absolt vícao, regeita a authoridade de Deos, e da Igreja , que estabelece estes dogmas : ora esta mesma authoridade hc a base de todos os outros dogmas, e mysterios do Christianisino; se ella na lre un motivo sufficiente para assentir a uns, tambem nao basta para admittire outros: a Revelação he um facto, este só pode ser provado por testemunhas: logo, se Luthero fosse consequente, uma vez que perdeo o respeito á authoridade da Igreja, e a reputou“ nulla , deveria regeitar todos os mysterios,e he o que fizeram justamente os Socinianos, seus discipu. los, melhores Logicos sem duvida nesta parte que seo mestre. Diraó, que Luthero, e outros hereges foram sempre submissos á palavra de Deos, e só recusáram' sugeitar-se ás decisões da Igreja : respondemos com Mr: Bergier, que esta subrnissað he absolutamente illusoria : pois como podia saber-se quaes eram os livros Canonicos, que eram escriptos por um author inspirado, que continham verdadeiramente a pa. lavra de Deos, e segurar-se no verdadeiro sentido della , senao pela authoridade da Igreja ? posto o principio - a Religião Christãa he uma Religião revelada – delle se segue necessariamente, 1.o que devemos recebe-la pelo orgão daquelles, que Deos especialmente encarregou de a ensinar, e 'naó por outro canal: pois *tedo o homem', que nao he enviado de Deos , 'is.

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