Obrazy na stronie
PDF
ePub

dos os seculos, e a mesma rasSo, pois he mais facil achar um homem virtuoso , do que muitos, e mais facil he corrigir um, do que muitos com a mesma auihoridade; digo que Alfieri, e os seos apaixonados debalde se cançam em buscar remedio ás tyrannias dos Governos na mudança do Governo, deviam busca lo , e o achariam infalliveimente- em fazer os Governos mais Christão, e mais Cathoiicos: tão longe está a Religião Christna, e mais ainda a Cathwlica de ser incompalivel com a legitima «herdade dos povos, que he a unica Religião do Universo, que mais a favorece, por isso mesmo que he a unica , que pela santidade de sua moral, e efficacia dos meios, que emprega para sustenta-la pôde conter em seos justos limi (es a auihoridade dos Governos: e passo a demonstra lo.

O viver livre não consiste em poder fazer • que cada um quer, mas o que deve querer: pois se o viver livre fosse obrar cada um segundo seo querer, sem respeito ás leis naturais, divinas e humanas, a palavra liberdade estaria em cofltrndicção completa com a palavra sociedade: logo a idéa da liberdade politica de uma naçaõ suppoem a sugeiçaõ ás leis, a obediencia ao Governo, c os outros deveres do homem para com Deos, para comsigo , e para com os •utros homens. Um Governo justo naó he tyranno, e um povo governado.com justiça hp. um povo, livie... . t - -, .*

, ,Os privilegiais, f«>r«s , e. isenções, que 88 leis fuudumentnes podem conceder á massa da íuiç,aõ, isto he, o.gráo de sua legitima liberdade deve ser relativo ao caracter de .cada na-, çaõ , ú medida de sua intelligencia , e sahedo-; ria, e da virtude a que tem subido, ou da corrupçaõ em que, tem cabido. Um povo kvianosn frivolo, inconstante, prevertido pelo luxo e porí nua gosto desordenado peio prazer r tque, naõ tem moral, nem .patriotismo pôderá sw. capaz de> uma grande .liberdade? -. ...-.-. s- , ->

A Ksecipt'tra sagrada, tanto do Velho, co-; mo do JVuvo Testamento nos faz ver que. todos os homens saõ irmãos, descendentes do mesmo páe, e,.destinados todos a gosar dos beneficio»; do Creador. (Gen. c 1. v. 28.*. 19 v, 1..M. th. c. .23:. v. 8. 4*c ) Como os homens diflurem entre si no engenho , e talento , na industria e.de# ligcncia, nas qualidades moraes e- sociaes, e phisicas, claro, está que ti u õ saõ iguaes «onie^» rito , e no premio , que lha be devido;, mass oo-i. mo irmãos segue.s« que devem sex-.igune» pe-*-ranle a lei. Igualmente nos ensina quo:todò « poder humano Vem do Deos (Mont: e. 13. vi.)/' lego os Soberanos, ou quaisquer outros Governadores dos povos naõ saõ proprietarios do píider, mas sim depositarios: os. povos naõ for

rxm feitos para elles, mos elles só receberam a a.uthoridade para bem dos povos. Deos naé dispensou os Reis da lei geral, que ordena a todo o homem qtfe faça aos outros o que quer que lhe façam (Math. c.l.v. 12.); manda-lhes pelo contrario ter sempre diante dos olhos a sua lei, esta lei eterna justa e santa, que naõ admitte aceitaçaõ do pessoas, e que igualmente attende ao direito de todos (Denter. c. 18 v. 16. 4'C.): tambem lhes adverte que, quando julr gam , naõ exercitam seo proprio juiso, mas o de Deos, e que elle será o juiz delles mesmos, « que abusando do seo poder os castigará mais severamente que os particulares ( Sabed. c. 6. v. 2. 3. 9. 4J*c). Se a estas grandes lições ajun? tarmos todas as virtudes, que Deos manda aos Soberanos, ou Regedores das nações, a justiça, a sabedoria , a doçura, a moderaçaõ, a clemencia, a constancia, e a firmeza, a piedade, a continencia, e applicaçaò aos negocios, a prudencia na escolha dos Ministros, o cuidado de consolar os pobres, e de proteger os fracos, de renunciar a todas as conquistas injustas, evitar a guerra, que pretexto poderá achar um Rei na Religno Calholica para opprimir os povos, « reubar-lhes o. gráo de liberdade , que Deos lhes Jia deixado, e que he necessario a sua felicidade , para estabelecer o despotismo sobre a rui

na das leis? que systema de Religião poderá jtflio^mnr Atóeri, que seja mais -favoravel: á !**; bordado dos-povos? em que sentido pude ellc asseverar que a Religi-vo Catholica be incompativel com a liberdade'? comparem se os Governos, ou Monarchias Ghristãas e Catholica» com as Monnrchias paçpas, eu Miihometanas, e um juiz imparcial decida em qual delias se respira liberdade: — he evidente que o despelismo mais duro pesa sobre estas, em quanto aquellas gozam de um governo mais, ou meuos livre.

» CAPITULO 1J8.©

Jl Religião Ckri8tâa provada pela eadêa de er» 'Tos , em que se precipitei, necessariamente, * Jjwe se desvia de seos princípios, mi das verdades , qx\,e ella nos ensina.

59. Todos es artigos da fé Christãasã© baseados Ha authoridade de Deos, 'que os revelou, f) da Igreja, que os propoem, como revelados. A Igreja, eomo dissemos, naõ tem nova'reve-laçaõ , mas he a guarda fiel do deposito da fé, -que lhe foi commettido por nosso divino Salvador , e pelos Apóstolos. Todo aquelle , que recusa Crêr um artigo qualquer da fé Christãa*. -fegeita por isso mesmo a authoridade, que basea • mesene artigo, e fia mais de sua rasa© •m malerias, que são superioies, ao alcance «3* mesma, do que da authoridade divina, e da Igreja , que lhe propõem . como verdadeiro, aqueU le artigo: tendo iodos os artigos da fé. a mesma base, a saber, a authoridade de Deos, o da Igreja despresada esta acerca do uía, ficai prostergada a respeito de todos, e a rasaõ ho constituida arbitra unica do que se deve crér, € admittir em Religiãõ., desta sorte um herege de boa Logica he infailivelmente Soeiuiano, is-. to he,' deve regeitar absolutamente todos os tmysterios do Christianismo. Sendo, por exemplo, Mi» artigo da fé Christãa, seguiido a doutrina de Jesus Christo, e dos Apostolos, e de toda a<.23ahta Igreja, qué a mesma Igreja tem, podei; ,de absolver o peccador da pena eterna, que;*««reoeo., e que depois da remissão, desta pena, © peceador ainda he obrigado á satisfazer á justiça divina por uma pería temporal, que con«tsfe ao castigo voluntario, que o peocador exerce contra si mesmo, afim de reparar á injui. ria feita a Deos, e • damno causado ao próximo , . por meio de obras satisfactorias „ a era? çaõ, o jejum , a esmola, a mortificaçaõ d«s sen* tidos, todas as praticas de piedade, e Religiaô feitas com o soccorro da graça, e por um mo-, (Livo de contricçaõ; Luthero . negamlo a necessidade desta satisfaçaõ, e tirando á Igreja o po* «ler, de perdoar.<«a peccados por maio da absoit

« PoprzedniaDalej »