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rão affirmar que o homem he destinado á se. ciedade pela natureza, e que entretanto he län vre pela mesma natureza, e izents de toda a tei. Nio pode conceber-se sociedade sein leis, nem leis sem haver que seja obrigado á stia observancia : por tanto todo o homem nasce subdito, e ligado a certus deveres, que moral. mente não pode transgredir. A natureza nnda significa, se por este termo se intende outra coiza , que não seja a vontado do Crearelor; se por natureza se intende a materia, esta nada quer, nada ordena, nada dispõe; mas Deos creador do homem, he tambem o autor de suas necessidades, e de seo destino, e conseguintoniente da sociedade, e das leis suciacs, som que elle consulte o homem, lhe impôz para seo bem os deveres da sociedade. Por tanto le absurdo suppor que o homem, que tem a Deos por Senhor, le entretanto seo proprio senhor, e que pode dispor de si mesmo contra a vontade de Deos, que he preciso um contracto para limitar sua liberdade, quando Deus lhe poz limites. Independente de toda a convencio um pai he obrigado a conservar e educar secs filhos, aliaz () genero humano accabaria em pou. co tempo; os filhos da sua parte são obrigalos a respeitar, e amar os que lhe derio a vida, e a educacio, d'outra sorte os pais e as máis se verião nas circunstancias de os dos. truir para se desencarregarem do cuidado per nosissimo de os nutrir, e educar. Uma vez que os filhos nascem com o direito de ser conservados, tambem nascem coin o dever de ser reconhecidos e submissos. Direito e dever são correlativos em todas as coizas. Se a liberdade, ou o viver livre, que Alfieri diz ser incompativel com a Religião Catholica, he a izensão da tyrannia , isto he, de um governo despotico e cruel; primeiro devemos advertir, que não ha Governo, que não esteja sugeito a este vicio. Ainda nao houve Republica, que mais dia, menes dia não caisse na democracia, ou tyrannia do povo : 6 por pouco, diz „ um de nossos politicos incredulos, que se , consulte a historia das democracias antigas, , e modernas, se vê que o delirio e o fogo „, presidein commumente aos conselhos do po

vo.... uma multidao ciuinoza e odienta crê

dever vingar.se de todos os cidadãos, que , merito , talentos, e riqueza lhe tornão odiosos; 2, a inveja, e não a virtude he o mobil ordi..s nario das republicas. ,, Prova isto pelo exemplo dos Athenienses, e. outros povos, da Grecia, e des Romanos; ridiculíza os Inglezes, que por um tempor pueril de escravidão deixia de ter entre si a devida policia. " He gozar, ,, diz elle, de uma verdadeira liberdade, estar , exposto sem cessar aos insultos e excessos, ', de uma populaça desenfreada, que se pero, suade por suas desordens exercitar sua li., berdade.,, ? Polit. natur. tom. 2. disc. 7. 8. 41. foc.

a.

. : ů. Outro discorrco da mesma sorte..“ Na De„„, mocracia, diz, o povo, que não raciocina., », e não distingue a liberdade da licencia, se ,, vê immediatamente espedagado por facgoena; », inconsiderado, inconstante, e fugôzo em suas

paixoens, arriscado a accessos de enthusis, asmo ,. se torna o instrumento da ambição , de qualquer orador, que delle se 'assenho. », rêa', e se faz cali a pouco o seo lyranino. .. ,, Desta sorte a Democracia victima das ca,, bálas, da licencia, e da aparchia não pro,, move o bem e felicidade dos concidadãos, e ,, os obriga a viver mais inquietos de sua sor,, te, do que os subditos de um desputa, ou ,, de um tyranno. ,, System. social 2. parte c. 2. p. 24. foc. . Outro Escriptor nio concebeo uma idéa mais vantajosa da pertendida liberdade dos Gregos, e dos Romanos no governo republicano : he'do parecer de que ha mais liberdade popular hoje, ainda mesmo nas Monarchias, do que ha. via nas antigas republicas. De la felicité publique, t. 2. c. 4. David Flumi tinha ju feile es. ta observacio, e o Author, que indagou a ori. gein du despotismo oriental, parece tê-la ado. .

ptado. A' vista disto não sei porque motivo se declama tanto hoje contra as Monarchias, que apezar de tarnbem poderem ser tyrannias, todavia eu quero antes um tyranno, do que um ou muitos milhões delles. Todo o Governo, qualquer que seja sua forma, tem sempre o grande e inevitavel defeito de ser administrado por homers, e deve ser tão sugeito á corrupção, como os mesmos homens, e ainda por mais este motivo me admiro de tanto se maldizer das Mo. narchias, por isso mesmo que em muitos ho. mens la nuitas paixões, e n'um só hoinem ha: verá menos ; em muitos homens ha demais a mais paixöes violentas, e encontradas, que são a causa de capiichos, injustigas, discordias, guerras civís, e ultima ruina das nações. Os nossos modernos panegyristas dos Governos populares, ou sejam Constituições, ou Republicas, não fazem mais que substituir qui pro quo, em lugar de uin tyranno muitos, em lugar de um desgoverno outro, em lugar de um defeito outtro, e de uma desgraça muitas. Ha 50 annos temos destas verdaches exemplos superabundantes na Europa, e na America. Deixando de parte outras muitas reflexões, que podiamos fazer a este respoito, como todo, e qualquer Guverno póle ser tyrannia , e quanto mais popular elle he, mais proximo cstá a cabir neste horrivel vicio, como nos mostra a experiencia de to

dos os séculos, e a mesma rasão, pois he mais facil achar um homem virtuoso , do que muitos, e mais facil he corrigir, un, do que mui108 com a mesma authoridade; digo que Alfieri, e os seos apaixonudos debalde se cancam em buscar remedio ás tyrannias dos Governos na mudança do Governo, deviam busca lo, e o achariaın infallivelmente em fazer os Governos mais Christão, e mais Catholicos: tão longe está a Religião Christia, e mais ainda a Catholica de ser incompativel com a legitima liberdade dos povos, que he a unica Religiáo do Universo, qne mais a favorece, por isso mes. mo que he a unica, que pela santidade de sua shoral, e efficacia dos meios, que emprega pa. ra sustenta la pode conter em seos jusios limi: tes a authoridade dos Governos : e passo a demonstra lo.

O viver livre não consiste en poder fazer o que cada um quer, mas o que deve querer : pois se o viver livre fosse obrar cada un segundo seu querer, sem respeito ás leis naturaes, divinas e humanas, a palavra liberdade eslaria em contradiccao completa com a palavra sociedade: logo a idéa da liberdade politica de uma nagað suppoem a sugeicao ás leis, a obediencia do Governo, e os outros deveres do homem para com Deos, para comsigo, e para com os outros homens. Um Governo justo nao he ty.

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