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exhortados pelos Bispos, e Sacerdotes .

Nio só os Padres da Igreja, mas os mes. mos inimigos do Christianismo nos attestão que o sangue dos Christãos derramailo pela fé, cra semente de novos Christäos.

A constancia sobrenatural dos Martyres, e os prodigios, que acompanhavam seos martyrios chamavain á Religião innumeraveis Pagãos. Quando os dous irmaos Martyres, Primo, e Feleciano, depois de ter supportado outros cruelissimos tormentos, foram expostos ás féras no amphitheatro, onde se tinhað reunido mais. de duze, mil expectadores, apenas se vio, que os dous Leoens, despedidos contra os Santos, se prostraram a seos pés, afagando-os com as caudas, bem longe de offende-los, quinhenios homens com suas fainilias abraçaram in media. tamente a Religian Christan : semelhantes conversoens tiveram lugar nos martyrios de Santa Martinha, S. Clemente Papa , &c. &c. &c.

Com effeito, sendo a constancia dos Mar. tyres um phenomeno sobrenatural, assini como os milagres, que nelles se operavam, he claro, que as conversoens motivadas por factos taes nað eram um successo natural; porém o mesmo braco Omnipotente, que roborava o coracao da donzela minoza, do tepro menino, e do velho decrepito no meio do horror de sop. plicios inauditos, movia o espirito dos expecta"

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dores a deixar a mentira de suas superstigoens; e seguir a verdade do Christianismo. De mais: adoptar uma religiai tranquilla : e domirante pode ser interesse para o homem ,' e he facil de conceber, como a natureza pode proid-zr uma tal resolucao: mas como poda a natureza inclinar o homein a abraçar uma. Relixiao puslera , detestada, proliibi:la pelas leis, perse guida, e á vista da mais barbara, implacavel, e sanguinosa execucaó de scos preselylos? Os Philosophos, unidos aos perseguidores, cobrião de opprobrio o Christianisino, o povo aci edikava que as desgracas do Impcrio eram cevi. das ao odio, e colera dos Deoses contra 03 Christãos: este mesmo povo fanatico por suas Divindades, respirando só rancor aos seguido: res de Jesus Christo, corria sofrego av amphitheatro, e praças, onde se executavam os Mar. tyres, para cevar-se na crueza de seus tormen. tus, e a puramento de suas dôres : gritava no excesso de sua raiva e fereza - mata os im. pios, os Christãos aos Lcoens ~; e de repente centos e milhares delles mudados totalınente reformavio o pensamento, emendavam os jaizos, depunlao a colera , sopeavio o orgulho, e mansos, e humilies, e coupungidos pedjao o baptis. mo, e se prostravam respeitosos perante aquelļe mesmo Deos, que acabavam de blasphemar: alguns até clamavam logu --- Sou Christäo --- €

se baptizavam com o baptismo de seo sangue, dando a vida por Jesus Christo. A natureza não pode produzir estes effeitos.

3 Testemunho dos Martyres he urna prova sau 1 lida da divindade do Christianismo.

· 57.-.O prodigioso numero dos Martyres do Christianismo, a crueldade de seos supplicios, a constancia sobrenatural, de que estavam revestidos, as conversoens maravilhosas, que obraram, e os milagres, que acompanharam seos martyrios, demostram, que a Religião, pela qual padeciam , he verdadeira , aliaz nao poderiaó experimentar o soccorro , e proteccão divina, que os roborava , e operava nelles, a por ellos tantos, e tão grandes prodigios : pois Deos não pode approvar a mentira : isto só bastava para provar a these deste paragrapho, ajuntaremos porém mais uma reflexão. Já dissemos, que a palavra martyr quer dizer testemunha: as provas da verdade da Religião Christan sao factos, como temos visto : os martyres sio testemunhas destes factos, e testemunhas taes, que daó a vida por confirmação de sua verdade: os Apostolos foram testemu. ahas oculares da pregação, e wilagres de Jesus Christo : os discipulos dos Apostolos foram igual mente tesiemunhas oculares da pregação , e milagres dos mesmos Apostolos : os que se he seguirio testeficão). factos de que estão certos, e persuadidos pela evidencia moral fundada na tradicção mais autentica , e nos monumentos publicos existentes diante de seos olhos, que ja mostramos ser igualmente segura, que a evidencia phisica. Toda a questão se reduz por tanto a saber se taes factos attestados por testemunhas , que morrem para confirmar a verdade de seo depoimento, são recusaveis : ou se. testemunhas, que comprovão seo depoimento com seo sangue e perda da vida inerecem o maior credito possivel: os Martyres do Christianismo não morreram por sustentar uma these de opinião, e de raciocinio, no que o orgulho do homem podia illudi-lo até o ponto de se deixar morrer antes, do que desdize-la, como alguns Mahemetanos, Hereges , e Atheos terão feito (se assim o querern), mas por attestar factos, que viram, e prezenceáráo --" nós testeficamos, o „ que vimos, e ouvimos, e tocámos com nos,, sas mãos ,, diz o Apostolo S. João; ou por factos, cuja existencia era levada ao maior grao de evidencia moral. A morte por tanto destas. testemunhas em abono da verdade dos factos, que lhes erão demonstrados pela evidencia phisica, ou moral, dá o maior pezo e solidez pos

sivel a seo depoimento, e nio se pode duvidar que ainda por este respeito o testemunho dos Martyres he uma prova solida da divindade do Christianismo.

CAPITULO 11.0

Religião Christan provada por seos effeitos.

58. - Nenhuma nação do mundo abraçou a Religiao Christan, que nio despisse immediatamente sua barbaridade; e nenhuma tem apostatado, que não tenha recaido nella. Esta Santa Religião obrou em todos os climas, na Europa, Asia, Africa, America , Oceania , nos paizes gelados, e enire as calmas da Zona torri. da, a mesma feliz revolucao nos costumes, e na civilização. Nota-se, ha 18 seculos, a mes. ma differença entre as nacoens Christans, e as que o não são: a Europa centro hoje da Religiaň Christan, he igualmente o centro da civilizacao, e das luzes de todo o universo. Nenhuma nação aprezenta iguacs luzes, costumes tað puros, legislacao tao sabia, governo tao moderado, sociedade tao doce, e tao decente, uina felecidade publica tao sensivel, como os povos Christ aós; e nenhum povo, depois de ter go. zado estas vantagens pela profissaó do Christianismo, as conservou depois de sua apostasia.

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