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testemunho nos conservou Santo Agostinho ( De civt. Dei I. 6. c. 11.), attesta que o Chris. tianismo no seo tempo estava recebido por toda a parte. S. Justino um dos Philozophos coivertidos ao Christianismo no principio do se. gundo seculo testefica que já entao estavaò fun. dadas Igrejas Christans no meio dos povos mais barbaros. “ Nao ha, diz, raça de homens, ou „ barbaros, ou Gregos, ou de qualquer outra » nagaö, seja, qual for, seo nome, ou vivao „ sem cazas, debaixo de tendas, ou em car. ,, retas, ou com os rebanhos no campo , entre ,, os quaes se nao façao preces, e accorns de , graças ao Pai, c Creador de todas as coi, zas pelo nome de Jesus Christo crucificado. , ( Apol. do Christ. ) . Quasi no mesmo tempo S. Irenæo faz mencao das Igrejas de Alemanha, Gallia Celica (a provincia de Leão na França), do Egypto,

Lybia. Luciano do Samosata, que escreveo neste mesmo tempo, no seu Pseudomantis introduz o impostor Alexandre queixando-se em nome do seo Deos Glicon de que o paiz do Ponto abundava em Christaos, e quo era preciso lança-los fora ás pedradas, se queriaõ ter o Deos propicio. (a) A perseguigao de Trajano

(*) Declarou-lhes uma ccrta coiza horrivel, di. » zendo, que o Ponto estava cheio de iinpios e

continuou no imperio de Adriano , seu succes. sor, no espaço de mais de 20 annos. Por este motivo aprezentáraó Quadrato, e Aristides suas Apologias do Christianismo: as razoens destes sabios Christaos nao deixáraó de fazer impressaó no animo de Adriano, porque Eusebio nos conservou um rescrito do anno 129, pelo qual Adriano declara a Fundano, Proconsul da Asia , que nio quer, que se dê altençaö aos clamo. res publicos, nem ás calumnias intentadas contra os Christaós, sem que seos crimes srjan provados; e que se devem até punir seos calum-. niadores.

No tempo de Antonino Pio, e Marco Au. rclio, successores de Adriano nos annos 133, e 161, apezar da equidade destes Principes, nao deixáraó de ser perseguidos os Christãos nas Provincias : por esta occasião produzirão suas Apologias os doutissimos Melitao, Apollinario, Milciades, Athenagoras, e Justino : Antonino Pio dirigio en consequencia disio uma ordern aos Magistrados da Asia conforme á de seu pai, na qual prohibia castigar os Christãos só por motivo de Religião. Marco Aurelio commovido pelo celebre milagre, obrado pelas preces da Le.

CE

,, Christais, que se atreviam a blasphemar mui s, indecorosamente delle : inandou que os lançassem > fora ás pedradas, sc qucrijo ter propicio o Deos. ,

giao Fulminante, composta toda de Christãos, escreveo ao Senado, e Povo Romano, informando-os do facto , e prohibindo inquietar os Christaos em sua Religião. No imperio de Conamodo, Pertinax, Didio Juliano, Niger, e Al. bino, o povo, o Nagistrados das Provincias tiveram occasiaö opportuna de sevar seu odio contra os Christãos em razáo das desordens @ commocoens do Estado. Septimo Severo em 193, como nos informa Tertulliano, teve entre os seos validos inuitos Christãos, e mais de uma vez resistio ao furor de povo animado contra elles, mas mein por isso deixou de prohibir o exerci. eio do Christianismo, como attesta seo Histo. riador. No 4.0 anno deste imperio se celebrou o primeiro Concilio Romano, sendo Papa Victor 1.9, para decidir a questão dos Paschatitas, no qual foram excomungados os contumazes , e deste anathema se queixou então S. Irenæo, Bispo de Leão. Por esta mesma cauza, e no mesmo anno se reunirão os Concilios Palesti. no, ou Cæsariense presidido por Theophilo, Me. tropolitano de Cæsarea; o Pontico, o Gallicano, o Asiatico convocado por Polycrates de Epheso: o que nostra evidentemente quam espalhado estava já o Christianismo 100 annos depois da morte do Salvador. Por este tempo Ter. tulliano na sua Apologia c. 37. diz com toda a seguranca : “ Somos de hontem, e temos ex

1.0, pero Concil: anno decho attesta

ws: chido todas as vossas Cidades, ithas", eng stellos, municipios , assembléas, os mesmos i arraiáes, as tribus, as decurias, o palacio, „ o senado, o fôro, e só vos deixamos os tem. ,, plos. „Continúa por diante a enumerar os paizes, em que já se tinha plantado a Religião, e menciona a Mauritania , Hespanha , Britania, Sarmacia, Dacia , Scythia , Persia , Arabia, Media.

Não sabemos como ubrárão Caracalla, Ge, ta, Macrino e Heliogabalo, successores de Septimo Severo desde o anno 211 até 222, em que subio ao trono Alexandre Severo: nos 13 annos do governo deste Imperador foram os Christãos mais bem tratados. Eusebio e S. Je. sonimo dizem que Mamméa, mai de Alexandre era Christan, e que estimava singunlarmente a Origenes : Lampridio acrescenta que este imperador adorava Jesus Christo occultamente, e lhe quiz edificar um teinplo : o certo he, que não perseguiu os Christãos...

No anno 235 Maximino , seo successor , e inimigo feż rebentar a septima perseguiçao, que foi sanguinosa , mas só durou dous annos. Pupiano , Balbino, e os trez Gordianos governá. rão pouco tempo.

Philipe, que lh es succedee em 244, não perseguio os Christãos: alguns dizer que elletiuha abraçado esta Religião: no anno 249 foi

vencido, o morto por Decio, que lhe sudce. deo, e fez uma guerra cruel ao Christianista. Em 251 foi acclamado Imperador Gallo, e agse. siado ao imperio Volusiano, seo filho, que em poudo tempo foram assassinados!, e o mesmo SNCCCdeo a Emiliano, seo successor. Em 253 subio ao trono Valeriano, qae nio foi mais humano, que Decio para com os Christáos. Gallieno, seo successor em 260, e menos injusto , sez regi. tituir aus Christãos 3 annos depois as Igrejas, que lhes tinhio impedido. · Por este tempo se celebráraó muitos Concilios por diversos motivos : em 215 0 Africa no, convocado por Agripino na questao dos Rebaptizantes', sendo Papa Zepherino; o Icornien se em 258, sendo Papa Estevao; o Romano 2., sede vacante , na questão dos Lapsos , em 253; e pelo mesmo motivo, e no mesmo arino o Cartaginense 1.., sendo Papa Cornelio; o Romano 3.0; o Cartaginense 2. de 425 Bispos, convocado. por S. Cypriano, o Cartaginense 3.0 ein 258 de 71 Bispos , o Cartaginense 4. de S7 Bispos da Numidia , e Mau: ritania, nestes dous ultimos se debateu a quesa taj dos Rebaptizantes. 1. A Igreja gozou de paz no imperio dos suc. cessores de Gallieno até o anno 303, imperan. do Diocleciano, Maximiano, e seus collegas, no qual começou a mais cruel perseguiçaõ CON

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